Militar e auditor da CGU
assumirão cúpula do Dnit
Autarquia foi alvo de denúncias de
corrupção no mês passado.
A presidente Dilma Rousseff indicou
um oficial-general do Exército e um auditor da CGU (Controladoria-Geral da
União), que também foi militar, para as duas principais diretorias do Dnit
(Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). A decisão criou um
desconforto dentro do órgão, ainda mais porque os outros cinco diretores
indicados também não são servidores de carreira do próprio Dnit.
Indicado para ser o diretor-geral,
cargo mais importante do órgão, o general Jorge Ernesto Pinto Fraxe era diretor
de Obras de Cooperação do Exército. O nome dele foi negociado por Dilma com o
comandante do Exército, general Enzo Martins Peri. A presidente informou a Enzo
que gostaria de nomear um general para BOTAR
ORDEM no Dnit. Optaram por Fraxe, que já conhece o setor por ter feito
interlocução com o Dnit dentro do Exército.
Dilma quer, a curto prazo, que seja feita uma
"radiografia" da autarquia. Fraxe tem fama de habilidoso e ter um
estilo de "cobrança" de resultados semelhante ao da presidente.
O diretor executivo indicado,
Tarcísio Gomes de Freitas, é funcionário da CGU. Antes de ingressar na
controladoria, foi do quadro de engenheiros do Exército Brasileiro. Hoje é
lotado hoje como coordenador-geral de Auditoria da Área de Transportes da CGU.
A diretoria executiva é o cargo que cuida das licitações do Dnit. O cargo era
ocupado por José Henrique Sadok de Sá, demitido após o Estado revelar que a
empresa da mulher dele faturou R$ 18 milhões em contratos vinculados ao Dnit.